Confesso que nossas irmãs foram corajosas na escolha deste texto bíblico e, para mim um tanto difícil pregar nele. Primeiro, se você espera que eu pregue um sermão motivacional sobre a evangelização e missões não irei fazer isto aqui. Não posso. Se eu fizer isto, estarei indo contra o texto e enganando as minhas queridas irmãs. Logo vocês verão do que se trata realmente este texto e por providencia divina, apesar do assunto tratar da nobreza dos que exercem o ofício de pregadores, este é um tema relevante para as nossas mulheres cristãs especialmente nos dias em que vivemos.
Segundo, O sermão de hoje será introdutório do capitulo 52 e apenas uma explicação do que vem a ser o versículo 7 neste contexto. Há muita coisa para aplicar e pregar neste capítulo. Ele é muito rico quanto aos preceitos do evangelho no Antigo Testamento. Se a epístola aos Romanos é o que chamaríamos de o livro do Evangelho no Novo Testamento, Eu me arrisco a dizer que Isaías é o evangelho do Antigo Testamento. Por isso, eu me comprometo a expor todo este capítulo no decorrer do ano de 2015 caso continue como secretário da federação de SAFs de nosso presbitério.
Portanto, eu início este sermão fazendo um breve panorama histórico deste livro. Primeiro, de todas as informações que poderíamos obter deste livro, é importante mencionar a época em que esta profecia foi proferida por Isaías. Vamos retornar aos meados de 700 à 735 antes de Cristo.
Foram dias conturbados e difíceis naquela época.
Isaías desenvolveu seu ministério profético em meados destes anos no reinado de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias. Especialmente, seu ministério se inicia no ano em que o rei Uzias havia morrido. Mais do que a morte do próprio rei, pairava sobre a nação de Judá a tensão política de uma simples pergunta: quem vai assumir o trono de Israel?
Veja que este era um problema de cunho interno. Mas, existiam as complicações externas. A Assíria já havia invadido e massacrado o reino do norte cuja a capital era Samaria, o reino do Norte composta pelas dez tribos de Israel que se dissentiram das duas tribos do sul; Judá e Benjamim.
A Assíria agora estava apostas as fronteiras do reino de Judá. Dias após dias, a todo momento chegavam mensageiros do rei assírio ameaçando Judá e coagindo-os agressivamente a se renderem por completo. Se acham que isto aconteceu em poucos dias, engano nosso. Na verdade, os monarcas assírios que ao longo do tempo causavam ameaças a Israel eram Tiglate-Pileser III, Salmaneser IV, Sargão e Senaqueríbe
De tempos em tempos, pouco a pouco, meses, e até alguns anos, a Assíria por meio destes reis provocavam uma espécie de guerra de nervos, de um terrorismo psicológico, provocando uma espécie de desestabilização política e social no reino de Judá.
Por dias e mais dias a pressão e o cerco aumentava, até que o exército de Senaqueribe sitiou toda a cidade de Jerusalém a postos para atacar a cidade. Imagine uma cidade cercada por um forte exército. Ninguém entrava e saia. A comida e a agua já estavam acabando e em breve eles morreriam de fome ou se renderiam aos seus inimigos. Foram nesses dias tensos e difíceis que Isaías foi convocado a exercer o oficio de profeta.
Deus livrou o povo de do reino do Sul das mãos do império assírio. Quando Senaqueribe sitiou Jerusalém, Deus enviou um anjo que matou pelo menos cento e oitenta e cinco mil homens e os que dormiam em suas tendas, fugiram pela manhã quando acordaram e viram seus companheiros mortos (Is. 37: 36-37).
Mas, duas questões devem ser consideradas mais sérias do que a situação que Judá enfrentou com o império assírio. A primeira era o anúncio de que Judá seria esmagada e escravizada pelo império babilônico. Os exércitos dos caldeus eram muito mais violentos, agressivos, perversos, cruéis do que foram os assírios. Se Senaqueribe causou pavor e medo, imaginem qual seria as impressões que o mundo de sua época teria de Nabucodonosor.
Eu resumiria a mensagem de Deus ao povo de Israel pelo profeta Isaías em pelo menos três pontos. Primeiro: a denúncia de seus graves pecados seja na esfera social, política, familiar, moral e religiosa. Segundo: O anuncio de uma má notícia. Deus iria punir severamente o seu povo. Toda Israel seria entregue nas mãos de seus inimigos. Atrocidades iriam acontecer com eles. Mas, o terceiro: A promessa de que Deus resgataria o seu povo da escravidão e da opressão de seus inimigos.
Veja algumas das evidencias claras de que Deus falara ao povo de Israel sobre o seu futuro. Primeiro, Deus anuncia o seu abandono, virar as costas para o seu próprio povo, entrega-los ao seu próprio coração perverso (Is. 2: 6). Segundo, Deus entregará este povo a um governo opressor e cruel (Is. 3: 4-5). Terceiro, Deus usará os seus inimigos como a força de sua mão contra o seu povo. Não haverá nenhuma outra reação senão correr, fugir, se desesperar, se esconder. Mas, isto não adiantará em nada (Is. 2: 19-21) .
Quarto e o mais terrível de todos, depois que os homens em condições de levantar sua espada caírem, as mulheres serão o alvo da crueldade dos caldeus (Is. 3: 16-26). Agora, vejam aqui as palavras claras do próprio Deus por meio de seu profeta. Vejam como elas são duras, pesadas o próprio Deus tratando com o peso de sua forte mão contra o seu povo:
Pois, tu, SENHOR, desamparaste o teu povo, a casa de Jacó, porque os seus se encheram da corrupção do Oriente e são agoureiros como os filisteus e se associam com os filhos dos estranhos (Is. 2: 6).
Então, os homens se meterão nas cavernas das rochas e nos buracos da terra, ante o terror do SENHOR e a glória da sua majestade, quando ele se levantar para espantar a terra. 20 Naquele dia, os homens lançarão às toupeiras e aos morcegos os seus ídolos de prata e os seus ídolos de ouro, que fizeram para ante eles se prostrarem, 21 e meter- se- ão pelas fendas das rochas e pelas cavernas das penhas, ante o terror do SENHOR e a glória da sua majestade, quando ele se levantar para espantar a terra. (Is. 2: 19-21)
Dar- lhes- ei meninos por príncipes, e crianças governarão sobre eles. 5 Entre o povo, oprimem uns aos outros, cada um, ao seu próximo; o menino se atreverá contra o ancião, e o vil, contra o nobre. (Is. 3: 4-5)
Diz ainda mais o SENHOR: Visto que são altivas as filhas de Sião e andam de pescoço emproado, de olhares impudentes, andam a passos curtos, fazendo tinir os ornamentos de seus pés, 17 o Senhor fará tinhosa a cabeça das filhas de Sião, o SENHOR porá a descoberto as suas vergonhas. 18 Naquele dia, tirará o Senhor o enfeite dos anéis dos tornozelos, e as toucas, e os ornamentos em forma de meia- lua; 19 os pendentes, e os braceletes, e os véus esvoaçantes; 20 os turbantes, as cadeiazinhas para os passos, as cintas, as caixinhas de perfumes e os amuletos; 21 os sinetes e as jóias pendentes do nariz; 22 os vestidos de festa, os mantos, os xales e as bolsas; 23 os espelhos, as camisas finíssimas, os atavios de cabeça e os véus grandes. 24 Será que em lugar de perfume haverá podridão, e por cinta, corda; em lugar de encrespadura de cabelos, calvície; e em lugar de veste suntuosa, cilício; e marca de fogo, em lugar de formosura. 25 Os teus homens cairão à espada, e os teus valentes, na guerra. 26 As suas portas chorarão e estarão de luto; Sião, desolada, se assentará em terra (Is. 3: 16-26).
Mas, a segunda coisa terrível sobre o povo de Deus foi o que causou tudo isto: o pecado. Se observarmos com atenção a quantidade de vezes que o profeta Isaías denuncia os diversos pecados cometidos pelo povo de Deus a começar do que registra com muito propriedade o capitulo um:
Ouvi a palavra do SENHOR, vós, príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à lei do nosso Deus, vós, povo de Gomorra. 11 De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios?-- diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. 12 Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? 13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene. 14 As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. 15 Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. 16 Lavai- vos, purificai- vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. 17 Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas. (Is. 1: 10-17).
Por quantas vezes Deus repreendeu e advertiu o seu povo. Chamou-os de a esposa infiel que se comportou como uma meretriz. Os denominou de povo de Gomorra e Sodoma. Ser chamado assim era a pior de todas as ofensas que alguém poderia proferir contra um israelita. Disse tudo isto inicialmente para lembrar qual a necessidade do capitulo 52 de Isaías. Por que Deus proferiu estas palavras no capitulo 52? Porque agora este povo precisava ser salvo não apenas da assolação de seus inimigos, mas, principalmente de si mesmos, de seus pecados.
Você já se perguntou por que Deus fez tudo isto com o povo de Israel? Será que havia necessidade de Deus fazer tudo isto com os judeus? O povo de Israel precisava entender claramente o que significava salvação. Qual a necessidade de ser resgatado de uma escravidão. A essência do capitulo 52 está exatamente neste ponto. O povo de Israel precisava saber da necessidade de salvação. Precisavam perceber a sua condição de escravos não apenas de um outro povo, mas, uma escravidão muito pior, escravidão do pecado e de sua própria maldade.
De forma muito objetiva. O capítulo 52 nos remete ao terceiro ponto que havia mencionado no início: a promessa de que Deus resgataria o seu povo da escravidão de seus inimigos para que o nome do Senhor fosse honrado por meio deste povo. Antes mesmo de passarmos pelo versículo 7 deste capitulo, é importante saber que o capitulo 52 resume toda a mensagem do evangelho. Você sabe o que é o evangelho? Lembre-se daquelas três partes que mencionei sobre o livro de Isaias. 1) denuncia do pecado; 2) a ira de Deus e o seu castigo sobre o povo rebelde 3) o anúncio da promessa de libertação.
Tenho aqui uma outra pergunta. Onde encontramos o evangelho nas Escrituras? Não são apenas os quatros livros iniciais do Novo Testamento, mas, o evangelho está em toda a Palavra de Deus seja no Antigo e no Novo Testamento. Inclusive, o evangelho é pregado pelos profetas, especialmente Isaias. O capitulo 52 é parte de todo o conteúdo do evangelho de Cristo.
Se você talvez não sabe, o povo de Israel também cria no evangelho anunciado a eles. Portanto, agora podemos entender a essência do versículo 7 neste capítulo. Sem medo de errar, a atribuição dos profetas não era meramente anunciarem suas visões e previsões sobre o que aconteceria com o povo de Israel, mas todo o seu trabalho envolvia anunciar a vinda de Jesus Cristo e a sua obra redentora. O versículo 7, fala daqueles que Deus concedeu o ofício de serem portadores, embaixadores, pregadores, arautos do Rei Jesus Cristo. Quão preciosos são aqueles que são chamados para esta sublime tarefa. Quão importante é este ofício e aqueles que o ocupam na transmissão do evangelho.
Observem então o todo deste capitulo. O conteúdo e o anúncio deste evangelho sendo propagado ao povo de Deus. Em primeiro lugar, todo o capitulo 52 é uma conclamação do Rei a se levantarem de sua condição de miseráveis e forasteiros sob a opressão de seus cruéis dominadores.
Veja a linguagem que Isaías usa para este despertamento, ou podemos dizer avivamento no meio do povo de Deus (destaque do versículo 1: desperta, desperta e reveste-se...). Observe com atenção todo o cenário e circunstancia em que o povo de Deus é chamado a se levantarem, a acordarem de seu coma. De se libertarem de suas vestes rasgadas, de seus trapos imundos, de seus apetrechos inúteis e de seu pranto carregado de cantos sombrios e de luto.
Deixe-me dar um exemplo. Ao final da segunda guerra mundial, os alemães abandonaram os campos de concentração. Muitos prisioneiros que haviam sobrevividos, especialmente os judeus, se viram perdidos, temerosos, aterrorizados diante de tantas torturas físicas, psicológicas e emocionais que sofreram com os horrores e a crueldade dos alemães. De um dia para o outro, muitos perceberam que seus opressores não estavam mais ali, haviam fugidos.
Se você acha que a reação deles foi de fugirem também, está enganado. Eles estavam tão traumatizados com o que haviam sofrido que a única reação no momento foi de permanecerem ali. Não havia condições para discernirem se deveriam fugir, qual a direção mais segura, que medidas deveriam tomar para se defenderem. Estavam entregues à própria sorte. Não sabiam se estavam livres ou se morreriam.
Talvez ficassem nesta situação tensa por dias ou no máximo por semanas. Mas, logo, se aproximava um oficial de baixa patente em seu cavalo ou em sua moto. Os prisioneiros que se encontravam no lado de fora do campo de concentração não sabiam como reagir diante da chegada daquele soldado. Presumo que reagissem com muito medo de ser algum de seus carrascos. O pavor era intenso naquele lugar. Não havia condições de perceberem a real intensão daquele oficial. Estrategicamente, este soldado e aproximava e aos poucos ia chamando os que estavam do lado de fora, os menos feridos e que estavam em melhores condições que os outros. E de pronto ele se apresentavam e dizia:
"Não tenham medo! Eu sou um oficial mensageiro do exercito aliado. Estou aqui para anunciar a derrota dos seus opressores. Os nossos exércitos já avançaram e derrotaram nossos inimigos. Estou aqui também para dizer que vocês estão livres. Não são mais prisioneiros neste campo. Mas, não saiam daqui. Não vão embora! O nosso exército está chegando. Em breve eles chagarão para resgatar todos vocês como os que estão feridos e levá-los de volta para casa. Aguentem firmes! Esperem a chegada de nosso exército! Não saiam! Não saiam! Aguentem firmes! Aguentem firmes!"
A questão é se eles acreditariam ou não neste mensageiro. E se ele fosse um inimigo disfarçado de mensageiro? Mas, se desobedecermos suas ordens e sairmos daqui como ele mesmo disse, vamos morrer. O que fazer? Na verdade, a pergunta é também para você, e, ela reflete a essência da expressão usada por Isaías quando diz:
"Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas- novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina! 8 Eis o grito dos teus atalaias! Eles erguem a voz, juntamente exultam; porque com seus próprios olhos distintamente vêem o retorno do SENHOR a Sião (Is. 52: 7-8).
O profeta enobrece este ofício pelos seguintes motivos. Primeiro: a nobreza está no que eles representam. Eles são arautos, são mensageiros, anunciam com autoridade investida de seu Rei a sua mensagem. Eles não falam, ou, não devem falar por si mesmos, devem apenas anunciar o que o Rei lhes manda.
Segundo: o conteúdo do que anunciam. O evangelho nada mais é do que os decretos do Rei, as boas novas de nossa libertação da escravidão do pecado. O remédio e o alimento que nos cura e nos dá o vigor que necessitamos para sobreviver. Se eles anunciam com fidelidade estes decretos reais, então seremos curados e nutridos.
Terceiro: A nobreza deste ofício também está no risco que correm. O ofício de profeta como o de sacerdote na antiga aliança eram profissões de risco. Aqui há dois riscos. Primeiro, de serem censurados e rejeitados pelo que pregam e anunciam. O segundo risco, e este é o mais terrível de todos eles, se suas profecias e ensinos fossem mentirosos e destrutivos a fé e a vida do povo de Deus, eles deveriam morrer.
Deixe-me aplicar isto aos que são chamados para ESTE OFÍCIO. O texto aqui fala deles. Se nós pregadores corremos O RISCO DE SERMOS INFIÉIS A PREGAÇÃO DO EVANGELHO em nosso ministério, não se esqueça de quem é o seu juiz. Quem lhe julga não são os que ouvem, mas, o seu Senhor. O seu Rei. Eu conclamo encarecidamente aos pregadores de hoje: NÃO SEJAM OMISSOS! NÃO SEJAM COVARDES! NÃO ABUSEM DO PODER E AUTORIDADE QUE LHES FORAM DADOS POR CRISTO!
Se por aquilo que fielmente pregamos e anunciamos ao povo de Deus e por isso, sofremos alguma retaliação e perseguição, isto é uma honra aos servos do Senhor. Eles são obedientes ao chamado de Cristo, o seu Rei. Aqui está a nobreza de nosso ofício. Se corremos o risco de sermos até mesmo mortos ou trucidados pelo que pregamos ao povo de Deus, lembre-se do profeta Isaías no capitulo seguinte:
Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR? 2 Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo- lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. 3 Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. 4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. 5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
Posteriormente leia todo o capitulo 53, e se você deseja alguma motivação para o seu ministério, não se esqueça de uma coisa. VOCÊ VAI SER MOÍDO, VOCÊ VAI SOFRER, Você VAI SER PERSEGUIDO POR CAUSA DE CRISTO E COMO CRISTO! Quer motivação melhor do que esta? Não existe. Esta é a mais sublime e a mais nobre de todas as motivações que o evangelho nos dá.
Gostaria de encerrar este sermão dizendo duas coisas importantes. A primeira, é que este sermão é apenas um preambulo, uma introdução do que realmente este capítulo nos aplica. Caso por providencia do Senhor eu permanecer como secretário desta federação, me comprometo a expor este capitulo em todos os nosso momentos devocionais e estudos que faremos.
Segundo, talvez, por causa do que o texto nos propõe aqui neste versículo as nossas irmãs se sintam desestimuladas a não se debruçarem com deleite em seus estudos devocionais, seja em particular ou quando estiverem juntas neste quadriênio. Mas, por favor, este texto tem haver com o contexto de nossas mulheres cristãs, especialmente as nossas irmãs da SAF.
Eu temo que alguns falsos profetas em nosso meio evangélico em nosso país estejam estimulando as nossas mulheres cristãs a terem uma outra mentalidade sobre o que o versículo sete nos aplica aqui. Se determinadas funções quanto a propagação do evangelho que não são designadas as vocês porque tem se tornado uma forte tendência a covardia e a omissão dos homens em suas responsabilidades, eu temo que estejamos colocando as minhas queridas e amadas irmãs em risco.
Se elas ocuparem as responsabilidades que não lhes foram outorgadas, isto significa que estão desprotegidas e a culpa é nossa, os homens. Será que não nos basta o próprio exemplo do povo de Israel? Será que já esquecemos o que verificamos no contexto do livro de Isaías? Deus os entregou a um governo infantil, tolo e opressor depois que todos os homens foram mortos e trucidados, os seus inimigos atacaram, violentaram e mataram cruelmente as mulheres, crianças e idosos que estavam indefesos. Será que a Igreja vai repetir a mesma história?
Se tenho aqui pregado com fidelidade a Palavra do Senhor o que posso lhes dizer sobre tudo o que o evangelho nos anuncia e que com mais detalhes nós iremos estudar no decorrer do ano de 2015, a única coisa que posse lhes dizer como este oficial, este soldado, este mensageiro do Rei que aqui está diante de cada uma de vocês:
Eu rogo que não abandonem seus postos quanto ao chamado que Deus lhes concede enquanto servas do Senhor. Aguentem firmes! Atendam o chamado de seus verdadeiros pastores! Se eles têm seguidos com os pés fiel as Escrituras, ouçam o que eles lhes ensinam e fiquem firmes! Aguentem firmes até que o nosso redentor volte e nos leve de volta para casa, para o lar celestial. Aguentem firmes! Aguentem Firmes! Amém!
Pr. Rogério Bernini Junior
Culto em Ação de Graças pelos 130 anos da SAF – Sociedade Auxiliadora Feminina.
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