sábado, 16 de abril de 2016

SE OS SEUS GOVERNANTES NÃO SÃO MOTIVO DE ALEGRIA, DELEITE-SE NO SENHOR ORANDO POR ELES

             Já há algum tempo que estamos acompanhando com certa angústia e preocupação o desenrolar de todo o processo político em nosso país. Em poucas palavras, meu objetivo é mais uma vez orientar os queridos irmãos em como proceder diante das recentes medidas que as autoridades têm tomado. O apóstolo Paulo em 2ª Timóteo 2: 1-7 nos instrui claramente a orar por todos os homens, em especial, pelos nossos governantes.

            Se algo que é extremamente proveitoso a vida do povo de Deus é quando primordialmente e em qualquer situação oramos ao Senhor. A exemplo de um governante que em todas as circunstâncias, principalmente quando estava na eminência de uma guerra ou quando era necessário julgar a causa do povo, ele consultava ao Senhor (1ª Samuel 23: 2; 30: 8; 2ª Samuel 2: 1; 5: 19, 23; 21: 1; 1ª Crônicas 14: 10; 14: 14). Sei que os nosso dias não são iguais aos dias do rei Davi. Sendo assim, é possível que estejamos diante de uma situação em que na atual conjuntura, devemos cessar as nossas especulações, pensamentos, juízos (que é lícito fazê-lo dentro do que a Escritura nos ordena) e consultarmos ao Senhor.

            Veja as razões que o apóstolo Paulo nos mostra sobre a necessidade de orarmos pelos nossos governantes e autoridades. Primeiro, trata-se de uma ordenança. Paulo não está apenas sugerindo, mas, está dizendo que devemos orar, suplicar, interceder com ações de graças em favor dos reis, governantes e de todos que estão investidos de autoridade. Faça isso em obediência ao Senhor. Como disse o próprio apóstolo, isto é bom e aceitável diante de Deus (verso 3).

            Segundo, independente da condição e situação que se encontram os nossos governantes eles são eleitos por Deus. Se ele é um bom governante, ou, se é um péssimo governante de seu povo em ambos os casos foram designados pela vontade soberana de Deus e não do povo. Deus é quem governa as nações e Ele usa os seus ministros para isto. Seja para abençoá-los, ou, para castigá-los com a espada, o governante é apenas o ministro da vontade de Deus sobre os povos e as nações. Como seria  proveitoso se eles, ao menos, entendessem isto! Seria incomparavelmente melhor se os nosso governantes temessem a Deus! Se não é o caso, ore por isto!

            Terceiro, suplicar ao Senhor que tenhamos bons governantes. O que Paulo nos mostra não revela apenas a consequência de um bom governante, mas, é a nossa disposição em desejar que tenhamos um bom governo. As implicações de um bom governo são: vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Mesmo que seja lícito ou legítimo nos manifestarmos diante da injustiça e de péssimos governantes ou autoridades, não é saudável e proveitoso a uma nação a instabilidade de nossos regentes. O fracasso deles também resulta na ruína de seus governados. Sendo assim, se eles são a vitrine da maldade e da corrupção de seu povo, ore não apenas por eles, mas por você mesmo! 

            Quarto, o testemunho cristão. Atente-se também ao comportamento do ímpio diante destas situações. Enquanto eles gritam, esbravejam, esperneiam, agridem uns aos outros e maquinam a maldade em seu coração, Deus ordena que nos curvemos diante Dele e supliquemos, oremos, clamemos e consultemos ao Senhor. O Domingo, o dia do Senhor é extremamente propício a isto. Se a atual conjuntura não é motivo para alegria e sim para profunda tristeza e angustia, ao menos se delicie no Senhor em suas orações pelos seus governantes. Agora, como cristãos, devemos orar por uma coisa apenas: JUSTIÇA. E isto devemos orar por duas coisas. Primeiro, Ore para que Deus converta o coração dos governantes ímpios, mas, ore também para que Deus em sua justiça, puna aqueles que em suas convicções, planos, ideias, conceitos, atitudes e resoluções desprezam, repudiam e tramam contra o Ungido do SENHOR e a sua Igreja (Salmo 22). O Evangelho é a justiça de Deus para salvação, mas também para a condenação e castigo.

            Quinto, O testemunho do evangelho. A Igreja é uma instituição espiritual que deve prezar pela proclamação do evangelho. Não se esqueçam que a Igreja de Cristo exerce sua autoridade no mundo em que  está inserida. Devemos aplicá-la na pregação fiel do evangelho, especialmente, aos nossos governantes. Que eles saibam que a verdade liberta, que a verdade é o próprio Senhor Jesus Cristo. Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor (Salmo 33: 12). Muitos povos e nações na história já experimentaram esta verdade. O que dizer da Reforma Protestante e dos grandes despertamentos espirituais na história da Igreja. Será que o Brasil vai experimentar uma reforma? Bom, oremos por isso! E inclua em suas orações diárias e, sobretudo, no Dia do Senhor, os seus governantes.   

Rev. Rogério Bernini Junior

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