terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A RAZÃO DA NOSSA ESPERANÇA É O AMOR DE DEUS – Exposição de Romanos 5: 6-8.

Ouça o sermão em áudio aqui

Analisamos anteriormente a razão de se ter esperança na vida cristã e antes mesmo de continuar a exposição do capitulo cinco de romanos, é bom lembrarmos qual é o contexto do que temos aprendido até o momento. Primeiro, o próprio livro de Romanos que nos revela todo o conteúdo do evangelho de Cristo. E basicamente, o tema de todo o evangelho é a manifestação da justiça de Deus sobre a raça humana por meio de Cristo para sua própria glória. E, este tema fica bem esclarecido e fundamentado a cada assunto, perícope e capitulo aqui da epístola aos romanos.

Mas, especificamente, o capitulo cinco, nos revela a manifestação da justiça de Deus nos eleitos. Aqueles que foram justificados, aqueles que Deus lhes imputou a Sua justiça, estes foram reconciliados e assegurados, ou, preservados do juízo e da ira de Deus por causa e por meio de Jesus Cristo que é o nosso conciliador, o nosso mediador, intercessor, o nosso redentor. Em suma, isto é desfrutar da paz com Deus.

Contudo, aqui no capitulo cinco, verificamos que Jesus é quem nos assegura esta paz e que a única coisa que nos é cobrado por isso é gloriar-se na esperança da gloria de Deus, ou seja, devemos regozijar-nos porque a justiça divina nos alcançou e experimentamos de certo modo a glória de Deus. Isto nos faz lembrar do que nos é guardado e garantido: a glória eterna.

Mas, não podemos esquecer do que somos avisados nos versículos 3 e 4. A nossa esperança deve ser exercida especialmente por causa dos dias maus em que vivemos. As tribulações são inevitáveis e a esperança que temos em Cristo Jesus é assegurada pelo amor de Deus e preservada, mantida pelo Seu Santo Espirito. Foi aqui que paramos na exposição anterior.

    Lembre-se do que foi aplicado aqui? A esperança não é meramente à espera de que as coisas vão melhorar. Muito menos o anseio de que tudo vai dar certo em sua vida. Mas, a esperança cristã é a certeza de que não são as pessoas e as circunstâncias que nos garantem a salvação, mas é o próprio Deus por meio do Espirito Santo que nos dá esta maravilhosa certeza.

    Você espera pelo que? Por uma vida melhor? Prestígio por ser cristão? Espera que o mundo se importe com o fato de seguir a Jesus? Espera não passar por problemas? Sem perdas e dores? Não é isto que Deus nos promete em seu evangelho. A promessa em que baseamos a nossa certeza é de que quanto mais sofrermos por causa de Cristo, a garantia de que fomos justificados é cada vez mais clara, nítida, e mais próxima de nós em sua consumação final.

    Por isso Paulo havia dito aos romanos que a nossa esperança não decepciona, não confunde e não frustra porque o Seu amor para conosco é incondicional, não podemos dimensiona-lo. Ninguém pode medir com precisão a intensidade do amor de Deus pelos seus filhos e filhas.

Só sabemos que Deus derramou, ou seja, Deus não economizou a conta gotas o seu favorecimento a nós, mas, ele despejou um grande balde sobre nós. Ele fez transbordar todo o seu beneplácito a cada um dos seus pela morte do seu Filho Jesus Cristo como penhor da nossa justificação. E neste sentido, isto é impagável, é incalculável.

    E eu gostaria de continuar exatamente deste ponto. Vamos aproveitar a oportunidade que o texto, mais uma vez nos proporciona. Vamos falar do amor de Deus. Se devemos ter esperança, certeza, segurança de nossa salvação em Cristo nas tribulações é porque Deus nos amou antes da fundação do mundo e o seu amor nos atingiu como prova da manifestação da Sua justiça em nós por meio de seu Filho Jesus Cristo.
    Sei que você tanto quanto outras pessoas apreciam sem moderação este assunto. Como é bom ouvir sobre o amor de Deus. Se fizéssemos uma pesquisa de qual tema você desejaria ouvir com mais frequência, talvez as grandes maiorias de vocês decidiriam em ouvir sobre o amor de Deus.

Mas, muitos ainda não entendem o seu significado correto nas Escrituras. Apreciam uma ideia distorcida do amor de Deus. Permita-me ser direto aqui. O amor de Deus nas Escrituras não é uma mera demonstração de afetividade emocional. Deu não nos ama como um pai desastroso que mima seu filho. Amar não significa fazer todas as vontades de uma pessoa. Não significa que Deus simplesmente deixará de agir com sua justiça retributiva só porque sente pena da raça humana.

    Por favor, também não confunda o amor de Deus com a sua bondade manifesta a todos os seres humanos. Deus não ama o ímpio como verificamos nos capítulos um e dois. E nos é bem claro isto também no versículo 6. Deus ama os seus eleitos apenas. A bondade de Deus que se estende a todos os homens é a demonstração de sua providencia e principalmente justiça. Deus é bom não porque sente pena dos homens, mas, porque é justo.

Amor segundo o apóstolo Paulo é a demonstração da sua misericórdia e graça sobre o seu povo. O amor de Deus é a Sua livre e soberana vontade em destinar para a vida através da morte de Cristo todos nós que nos encontrávamos mortos em nossos delitos e pecados. O amor de Deus está relacionado com a justificação. Podemos dizer que nesta relação, o amor de Deus é a declaração judicial e moral de que somos absolvidos de nossos pecados e por Ele perdoados por causa e por meio de Cristo Jesus.

A partir do versículo 6 ao 10, Paulo nos leva a ter uma pequena, mas precisa noção do que vem a ser o amor de Deus para conosco. Como Deus manifestou esse amor para que pudéssemos ser reconciliados com Ele. O versículo 6 nos diz: 'Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.

De início, Paulo nos diz que que quando éramos "fracos". Veja que primeiro Ele nos faz saber que antes de tudo, éramos "fracos". Originalmente significa que éramos 'frágeis'. Significa que não tínhamos e ainda não temos força alguma.

Quando nos encontrávamos como aquele tetraplégico em Cafarnaum que não podia se aproximar de Jesus Cristo e só pode restaurar as forças de seus nervos, músculos e ossos por causa de Cristo. A primeira de todas as coisas que você precisa saber sobre o amor de Deus é que você era como um "tetraplégico" espiritual. Alguém que não tinha forças suficiente para realizar algo ao seu favor.
Alguém que estava entregue à própria sorte de seus pecados e que por isso, não tinham e não tem forças para reverter a sua situação ou condição diante de Deus. Impotentes, inúteis, incultos, quanto a todas as possíveis tentativas de nos vermos livres da inimizade e o juízo de Deus sobre nós.

Esta é primeira coisa que todos nós precisamos saber. Que somos incapazes de qualquer esforço para sermos reconciliados e perdoados por Deus. Nossas obras de nada valem e nenhum efeito possui se por nós mesmos tentamos nos aproximar de Deus. Se fosse assim, Deus seria injusto e seria um mentiroso.
E mais, no final do versículo 6, somos chamados de ímpios. É isso mesmo. Somos todos nós, os que já experimentaram o amor de Deus, chamados de ímpios porque era exatamente esta a nossa condição diante de Deus.
Você sabe o significado da palavra 'ímpio'? Aqueles que são destituídos de qualquer afeição, temor, reverência a Deus. Eles favorecem a maldade e a impiedade sobre a terra. Eles contribuem para a malignidade no mundo. Desejam como se satisfazem com o banho regado de sangue dos órfãos, viúvas, pobres, necessitados e carentes.

Você deve pensar: "Meu Deus! Como são horríveis estes que são chamados de ímpios!" Mas, o texto não fala de outra pessoa senão de você mesmo. Aqui está o seu retrato falado meu caro. É de você que Paulo fala aqui neste depoimento judicial. Além de incapacitado para qualquer tentativa de reconciliação com Deus, você constava na lista dos que eram tratados como inimigos Dele.

A minha pergunta é se você realmente se reconhece neste retrato falado? Ou mesmo com todas as evidências contra você ainda assim nega veemente a sua condição diante de Deus? fico aqui me perguntando: Quantos fugitivos estão neste momento assentados em algum destes bancos e de tantos outros lugares que se acham fora do alcance dos olhos de Deus.

Quanto aqui estão como aqueles criminosos que para se verem livres da justiça fogem para localidades bem distantes e se passam por outra pessoa, criam uma nova identidade, uma nova personalidade achando que não serão mais pegos.

Você é um deles em relação a sua condição espiritual? Você é um destes que se refugiam aqui em nosso meio achando que pelo fato de estarem na igreja, nos cultos, cumprindo todos os critérios ritualísticos, religiosos, eclesiásticos e normativos você está livre do juízo de Deus?

Deixe-me dizer algo importante. Enquanto Deus não lhe convencer de que você é um impotente e um ímpio, os olhos do Senhor Juiz estão voltados para você neste momento. Você não pode negociar com Ele.

Você não tem competência para isto. Não há livramento e salvação para aqueles que arrotam toda a sua soberba intelectual e religiosa. Aqueles que não baixam a sua servis e não se humilham diante do Rei são ímpios.

O salmo 12 chama aqueles que receberam o amor de Deus pelo Espírito Santo de pobres e necessitados. Leia o texto comigo. Veja o que nos diz o salmista:


Socorro, SENHOR! Porque já não há homens piedosos; desaparecem os fiéis entre os filhos dos homens. 2 Falam com falsidade uns aos outros, falam com lábios bajuladores e coração fingido. 3 Corte o SENHOR todos os lábios bajuladores, a língua que fala soberbamente, 4 pois dizem: Com a língua prevaleceremos, os lábios são nossos; quem é senhor sobre nós? 5 Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, eu me levantarei agora, diz o SENHOR; e porei a salvo a quem por isso suspira. 6 As palavras do SENHOR são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes. 7 Sim, SENHOR, tu nos guardarás; desta geração nos livrarás para sempre. 8 Por todos os lugares andam os perversos, quando entre os filhos dos homens a vileza é exaltada (Salmo 12).

Veja aqui a conexão deste ponto com o os versículos 3 e 4 de Romanos 5. Quem são os pobres e necessitados? São os que recebem o amor de Deus pela expiação de Cristo Jesus. Eles são chamados de humildes em Mateus 5: 3. São aqueles que Jesus também mencionou como sendo aqueles pequeninos que tiveram fome, sede, não tinham roupas, eram peregrinos e forasteiros, pobres, despidos de qualquer bem terreno.

Quem são os pobres e os necessitados do salmo 12 e de tantos outros salmos em que são citados? São os eleitos de Deus. Davi, no Salmo 12 estava mencionando os crentes da antiga e também da nova aliança que eram e seriam tratados com desprezo, ódio, descaso, seriam difamados, caluniados, perseguidos, maltratados por causa da justiça que nos alcançou e nos transformou pelo Seu amor em filhos de Deus. 

Paulo, sendo hábil em sua compreensão da teologia do Antigo Testamento fez uma precisa relação dos que outrora eram ímpios e impotentes, sendo alcançados pela justiça graciosa de Deus agora não pertencem a ordem ou o sistema pecaminoso do mundo e que de ante mão ele disse: "vão passar por tribulações, vão sofrer por causa da justiça que agora se manifesta em vocês. E por isso, tenham esperança, aguentem firmes!"

Então que fique dito: A primeira demonstração do amor de Deus para conosco é revelar a nossa verdadeira identidade e realidade. Você não é uma boa pessoa. Pelo contrário, você é mau. É um depravado, era inimigo de Deus, considerado um criminoso, um condenado tentando fugir de sua presença. E mais, um impotente, um incapaz de se auto justificar ou negociar com Deus a sua rendição.

Parece para você estranho Deus demonstrar o seu amor simplesmente nos acusando da nossa impiedade e impotência espiritual? Mas, você deve pensar ao contrário disto. Imagine se Ele não nos confrontasse de nossa real situação e condição. O Senhor, de forma justa, estaria nos entregando a nossa própria maldade e crueldade. Estaríamos perdidos.

Como é bom saber que Deus sempre nos lembra da disposição do nosso coração pecaminoso. Como é bom saber que eu sou incapaz de fazer o bem especialmente nas provações e tentações. Isto me serve de alerta. Sempre ser lembrado de que sou fraco nas tribulações é o que também alimenta e fortifica a nossa esperança em Cristo. Sempre é importante ser lembrado de que sou impotente e ainda contaminado por uma natureza pecaminosa porque isto é a prova de que Deus me ama.

Este é o ponto em que muitos crentes tendem a se equivocarem sobre a doutrina do amor de Deus. Por isso, com ojá havia iniciado em minhas palavras aqui, Deus não mima seus filhos. Deus não faz todas as nossas vontades como se tivesse dó ou pena. Se Ele fizesse isto, na verdade isto não seria amor, mas indiferença e crueldade.

Até posso afirmar com toda segurança que se Ele nos entregasse as nossas vontades ainda assim não seria injusto. É isto mesmo que merecíamos. Ser destruídos pelas nossas próprias paixões e desejos do coração. Isto nos está bem claro no Capitulo um. Deus não estaria fazendo nada de errado se virasse as costas para nós. E com toda certeza, eu o louvo por isso. Deus seja louvado! Ele é justo! Ele é o Santo! Soberano e livre em seus desígnios e vontade.

No entanto um outro aspecto que nos revela o amor de Deus para conosco. Primeiro, que Ele demonstra o seu amor para conosco, nos revelando quem realmente somos. Nos faz enxergar a nossa condição de impotentes e entregues à própria malignidade.

Mas, agora ele faz com que a obra expiatória de Cristo seja o passaporte para passarmos na catraca da estação para o céu. Apenas uma coisa é o que nos conduz a salvação a morte de Cristo na cruz. Ele prova o seu amor fazendo uma coisa apenas, mas, que lhe custou a vida de seu próprio Filho. Entrega-lo ao mais terrível castigo de todos por causa dos nossos pecados.

Vamos a analise deste ponto. Ela se baseia na parte "b" do versículo 6 e nos versículos 7 e 8 que diz:


"Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 7 Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. 8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores"

Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios. A morte de Cristo na cruz foi algo extremamente cruel. Uma das mais barbaras e desumana forma de assassinato.

Tudo começa com um de seus discípulos lhe vendendo por uma merreca de trinta moedas de prata e dos outros covardemente fugindo com medo de serem penalizados como foi Jesus. Naquela madrugada de quinta para sexta, não houve um julgamento, mas, um complô contra um homem inocente. O seu próprio povo gritava com tamanho ódio e agressividade: 'crucifica-o, crucifica-o!' 

Ele foi torturado a todo momento. Não foram apenas os acoites, os esmurros, e tantas outras formas de violência física, mas, principalmente a humilhação, os deboches, as blasfêmias, as mais violentes ofensas contra ele.

Carregou sobre seus ombros um grande madeiro ao longo do caminho fora dos portões de Jerusalém, e isto debaixo de acoites, gritos, xingamentos, empurrões, cuspidas e tantas outras formas de violência contra ele. Foi fixado com pregos em suas mãos, e pés. Sua posição na cruz o fazia sofrer a mais agonizante de todas as dores e tortura. Levava dias para uma pessoa morrer naquelas condições.

A morte de cruz, mais do que uma pena capital, era uma forma de tortura. Aos poucos Jesus sentia câimbras em seus pés e não suportando o peso de seu corpo, se apoiava no madeiro, mas a medida que ele tentavam descansar deste peso, seus pulmões enchiam de água e começava a sufocar.

Quando o sufocamento era intenso, ele voltava a posição ereta, mas as dores sobre e a câimbra suas pernas e pés voltavam com toda intensidade. E por horas, em meio a blasfêmias e agressões verbais Jesus ficava entre as dores insuportáveis de seu corpo e o sufocamento agonizante e lento.

Até que deu seu último suspiro e já não suportando todo aquele sofrimento, apenas disse: Tudo está consumado! Pai, a ti entrego o meu espírito! E assim um de seus apóstolos diz: Cristo morreu pelo ímpio. Este é o contexto aqui nas poucas palavras de Paulo.

Quanto aos versículos 7 e 8, Você seria capaz de entregar o seu filho ou, até mesmo os seus filhos para salvar a vida dos apenados do presidio federal de Porto Velho. Você trocaria sua família em favor dos piores bandidos e assassinos presos nos diversos presídios de segurança máxima em nosso país?

Não precisa responder. Eu já tenho a resposta. Não. Você não faria isto. Nem mesmo Abraão mesmo que obedecendo a ordem do Anjo do Senhor de dispor seu filho Isaque ao holocausto, foi impedido de tal brutalidade. Isaque, e muito menos o sangue de nossos filhos podem salvar alguém, e muito menos a vida deles diante do juízo de Deus.

A verdade é que nunca estaremos preparados para uma tragédia dessa em nossa vida. Por mais que um filho nosso seja tão rebelde, indisciplinado, e que possa trazer tanto desgosto a nós seus pais, ainda assim, não suportaríamos a sua morte precoce. Nunca estaremos preparados para que nossos filhos partam antes de nós. Que dirá entrega-los como propiciação aos crimes de uma marginal e assassino!

Paulo diz que nem mesmo pelo justo seriamos capaz de dar a nossa própria vida. Que dirá aqueles que são a escória da sociedade. Mas, isto nos serve de consolo, como também de um grande alerta nas provações e tentações.

Nos dias em que vivemos não presenciamos mais os mártires e heróis que entregam sua vida pela preservação de outras. Se aqueles que morreram por alguma boa causa e são lembrados com honra por isto, mesmo assim a sua morte acaba que engavetado no arquivo de uma memória desbotada e que aos poucos vai perdendo a sua devida importância.

Por isso Paulo disse que a morte de Cristo pelos eleitos não fica no esquecimento ou na decepção. Ela gera esperança, firmeza de que estamos em paz com Deus. Todas as vezes que você estiver diante das oportunidades de pecar contra Deus, lembre-se o quanto custou a sua liberdade da escravidão do pecado e das garras de satanás. Todas as vezes que a soberba for incitada em seu coração seja por quais motivos forem, lembre-se do custo exato de seu resgate: a morte de um inocente e a humilhação de um justo.

Penso que se realmente em nossos dias compreendêssemos o amor de Deus em nossa vida com a Escritura nos ensina, seriamos mais criteriosos com o estilo de vida que levamos, o que falamos, o que pensamos, por onde andamos, seriamos mais cuidadosos com os nossos sentimentos, falaríamos menos. Não teríamos mais medo de Deus, mas teríamos medo de ofender ao nosso Deus.

Se realmente a doutrina do amor de Deus fosse ensinada conforme a Bíblia nos diz, o mundo seria um caos. A sociedade se levantaria com mais furor e incitação contra a Igreja de Cristo. Viveríamos em outros tempos. Se o amor de Deus fosse realmente vivido pelos crentes de hoje, seriamos mais odiados pelo mundo.

Minhas palavras finais são simples neste momento. Primeiro, você compreende o que é o amor de Deus? Veja bem, não estou perguntando se você entendeu o que acabei de explicar e aplicar, mas se você experimentalmente sabe o que é o amor de Deus em sua vida. Realmente você foi alcançado pelo amor de Deus?

Você compreende e reconhece que antes de tudo, você está impotente, inabilitado e sem qualquer possibilidade de negociar uma reconciliação com Deus? Você entende que só Deus por meio de seu Espírito Santo lhe convence de suas fugas e que você deve se entregar a Cristo?

Você entende que somente o sangue de Cristo é eficaz para nos reconciliar com o Pai? Você compreende que a prova cabal do amor de Deus para conosco é a ira do Pai sobre o seu único Filho, Jesus Cristo? Você compreende que só podemos ter alguma esperança se a nossa vida for entregue a Cristo? Amém!

Pr. Rogério Bernini Junior

Sermão pregado no culto vespertino no dia 11 de janeiro de 2015. 


 

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