terça-feira, 29 de dezembro de 2015

QUAL A DEFINIÇÃO BÁSICA DE PREGAÇÃO?

Em poucas palavras com base em 2ª Timóteo 4: 1-5:

1. Não é uma palestra, preleção ou discurso persuasivo a um auditório, ou, em uma reunião formal, mas, é uma atividade solene. Um ato de adoração pública. É um elemento de culto. Ou seja, só é realizado no momento em que há a santa convocação pela Escritura para toda a congregação.

2. É uma atividade autoritativa. A pregação é o anúncio de toda Escritura com autoridade investida. Não é qualquer pessoa que pode pregar. Ela é designada apenas aos presbíteros, especialmente aqueles que receberam a atribuição da docência na igreja. Dentro disto, a pregação não é um dom (habilidade) mas, é um método ordenado por Deus para a instrução solene, autoritativa e didática ao seu povo.


3. Pregação não pode ser confundida com evangelização. Aquele jargão muito usado pelos evangélicos pós moderno: "todo o crente tem o dever de pregar o evangelho". ERRADO! Evangelizar tanto é um dever a todos os crentes, como também pode-se considerar em algumas pessoas um dom (naturalmente e com domínio ela evangeliza pessoas). Evangelizar é apresentar informalmente, individualmente e pessoalmente o evangelho a um incrédulo. Aqui cabe com muita propriedade o discipulado. Contudo, pregação é uma atividade que mesmo sendo autoritativa, todos participam ouvindo solenemente e publicamente a exposição da Escritura.

4. Pregação não aquele momento devocional de cinco minutinhos realizado antes de uma programação ou recreação das sociedades internas. Pregação não é entretenimento, mas, é uma atividade de risco. Todo pregador deve ter em mente que Deus nos julga severamente por nossas palavras ditas em nome Dele. Ele não deve falar nada além do que está prescrito em toda a Palavra de Deus. Como também, não deve temer ou se omitir no conteúdo de toda a Palavra de Deus.

5. A pregação demanda tempo, tensão e muito trabalho para esta atividade. O pregador deve se afadigar no preparo da exposição de seu sermão. É uma atividade que também demanda ou exige dos seus ouvintes um exercício da mente e da sua razão. De preferência, anote o resumo ou os tópicos das pregações de sua igreja local. Seja biblicamente movido pela razão em suas críticas e se fielmente a Escritura é pregada, obedeça!

6. A pregação como um método, consiste de pelo duas ações básicas: ENSINO e EXORTAÇÃO. Não desconsideraria a evangelização como uma ação presente nas pregações. Mas, por favor! não peça ao seu pastor ou presbítero que pregue um sermão evangelístico. O modelo bíblico de pregação na Escritura seja no antigo como no Novo Testamento, só estabelece apenas uma forma de pregação, aquela que fielmente explica e aplica o que está registrado nos 66 livros da Bíblia. E, não se esqueça! Não apenas os membros assentados no banco são os ouvintes, mas o pregador´, ao mesmo tempo que fala também ouve o que Deus está ouvindo a voz de Deus.

7. A pregação não pode ser limitada a ideia de falar apenas do amor de Deus e de salvação. O conteúdo da pregação (de todo o evangelho) também anuncia a morte, pecado e juízo. O conteúdo completo de toda Bíblia pressupõe uma audiência com o Supremo Juiz. É comparecer a um tribunal e ouvir as devidas sentenças de Cristo por meio de seu oficial: o Presbítero docente e na ausência dele, ou, quando solicitado, o presbítero regente.

8. Desta forma, nem sempre a pregação será do seu gosto, meu caro! Provavelmente serão ditas palavras e ideias que são repulsivas em nossa consciência pecaminosa. Não vamos gostar de muitas coisas ditas. Muitos vão odiar as exortações que serão feitas. Mas, mesmo que muitos rejeitem a pregação da Palavra, o objetivo não é agradar o paladar intelectual das pessoas, mas, é anunciar a sentença e juízo aos seus ouvintes. É interessante verificar que Deus não determinou aos seus pastores e presbíteros investigar e fiscalizar cada passo e as ações dos membros de sua Igreja, mas, simplesmente e poderosamente, Ele faz a aferição de cada coração, de cada ouvinte em sua consciência por meio apenas da fiel pregação da Sua Palavra. Por isso, não esqueça: Pregue a Palavra...

Que Deus tenha misericórdia de nós pregadores!

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