segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A SUPERIORIDADE DE CRISTO SOBRE OS EFEITOS DA LEI - Exposição de Romanos 5: 20-21 (Parte I)

Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.

Romanos 5: 20-21
            No sermão anterior verificamos sobre o quanto Cristo é superior a ofensa e o pecado de Adão em relação ao juízo e a morte. Vimos a extensão o efeito quantitativo da desobediência de um homem só sobre todos os seres humanos, mas, vimos a eficácia e a expiação de Cristo como uma obra infinitamente superior as consequências do pecado sobre todos nós.

            Tão certo de que a morte atingiu em seu domínio todos os seres vivos da criação e que todos os homens estão debaixo do juízo de Deus. Qualitativamente, a obra redentora na cruz nos é suficiente em conceder o perdão de todos os nossos pecados. Não sei se lembram, mas a última pergunta foi: SE CRISTO É SUPERIOR A MORTE E AOS EFEITOS DO JUÍZO, POR QUE TER MEDO DE CONFESSÁ-LO?

            Portanto, vamos seguir agora na exposição dos versículos finais (20 e 21). Talvez eu não encerre neste sermão a exposição dos dois versos. Mas, mesmo assim vamos ao ponto inicial. Aqui encontramos Paulo concluindo a sua tese aqui no capitulo 5 sobre a certeza da salvação. Não podemos esquecer que nesta segunda sessão (dos versos 12 à 21) Paulo está fazendo uma comparação, ou, um paralelo entre Adão e Cristo.

            Uma forma muito simplória (ou como definiu Calvino, muito pobre), para descrever como Cristo em sua obra expiatória é superior a qualquer elemento que nos remete a realidade do pecado e as suas consequências. Mesmo que simplória, as palavras de Paulo são de uma riqueza e profundidade em seu conteúdo.

            Talvez, Paulo tenha usado uma linguagem muito simples propositalmente para evidenciar com toda riqueza da descrição que ele faz da pessoa e obra de Cristo a nosso favor. Uma maneira de demonstrar o quanto somos pequenos diante da grandeza e a gloria de Cristo.

            Uma maneira muito sutil de nos dizer: Não deposite esperança ou confiança em outra pessoa senão apenas em Jesus Cristo. Qualquer um que confiar seja em governos, pessoas, instituições, métodos que sejam meramente humanos está enganosamente depositando confiança em ídolos.

            Em suma, podemos desfrutar da certeza da salvação porque Cristo é superior a todo o legado de Adão, nosso primeiro representante sobre a raça humana. Cristo é superior ao próprio Adão, a ofensa, culpa, os efeitos do juízo e da morte e por fim, é superior aos efeitos da lei.

A lei como instrumento da extensão e o domínio do pecado no mundo

            Agora, inicialmente, observe o que nos diz o versículo 20: Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; em outras palavras, a lei intensifica, aumenta, o pecado. Para a análise desta primeira parte é necessário relembrarmos do que já foi dito por Paulo no início desta sessão (versos 13 – 14).

            Observe que Paulo começou a sua segunda sessão de argumentos sobre a extensão do pecado mencionando um fato histórico. Ele diz que: até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei. Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão.

            O que ele simplesmente afirma, é que, o pedado já existia mesmo antes da lei codificada ao povo de Israel. Desta forma, não há desculpa para aqueles que argumentam que não havia pecado antes de Moises.

Você deve se lembrar quando verificamos aqui nestes versículos que Deus já havia dado a sua lei ao homem mesmo antes da queda. Mas, a lei era muito simples: não coma do fruto da arvore do conhecimento do bem e do mal. Se dela comeres, certamente morrerás (Gn. 2: 16-17).

As implicações disto nós já vimos aqui, mas, é necessário lembrarmos que tanto Adão como todos os seus descendentes até Moises tinham a lei e o censo de justiça cravados em seu coração. Creio que um exemplo disto é rememorar a situação em que Caim se envolveu quando assassinou seu irmão Abel. Mesmo que ele não tivesse os dez mandamentos codificados em suas mãos, ainda assim, ele havia transgredido o sexto mandamento: Não matarás.

O que quero dizer é que, se já era grave e sério a situação daqueles que pecavam mesmo antes de terem recebido a lei codificada, que dirá daqueles que a receberam por escrito! Se a maldade e a destruição provocada pelo pecado já haviam predominado sobre toda a terra, que dirá depois que a própria lei de Deus foi entregue toda detalhada e escrita ao seu povo!

Se toda esta maldade e destruição do homem já havia provocado a ira de Deus sobre toda a humanidade (como foi o caso histórico dos dias de Noé) que dirá agora em que os homens já tem acesso a toda lei codificada em suas sessões morais, cerimoniais e civis!

O que de imediato já é possível constatar aqui é, QUANTO MAIS CLARO E MAIS NÍTIDO É O ENTENDIMENTO DA LEI, MAIS SOMOS NEGLIGENTES E DISPOSTOS A TRANSGRESSÃO DELA. Quanto mais a lei se torna clara ao nosso entendimento e compreensão, mais nos tornamos perceptível a desobediência dela. Quanto mais somos esclarecidos da lei, mais somos conduzidos a rebeldia e a desobediência dela.

E é bom que se diga, que o problema não é a lei. A culpa de tudo este processo pecaminoso e destrutivo não é a lei em si, mas é o coração do homem já disposto e entregue ao pecado. Em outros termos, a lei torna mais visível a gravidade e as consequências de nossos pecados contra Deus. Quanto mais compreendemos a lei, mais claro fica a nossa pecaminosidade.

Historicamente, o que Paulo nos mostra tanto nos versos 13 e 14 como agora no verso 20 é que a lei agravou mais ainda a imputação do pecado. A percepção de que não é possível escapar das consequências de nossas desobediências nos é mais clara e tão certa como a luz do sol. E isto não serve apenas para os que são eleitos, mas, a todos os homens da terra.

Isto nos é bem ilustrado em relação a uma criança. A cada faixa etária dela mais ela vai compreendendo e entendo o sentido das regras e leis que lhes são impostas. A medida que ela cresce e o seu discernimento também se expande mais ela está propensa e disposta a pecados e atos desagradáveis na medida de seu entendimento. 

Você talvez não se lembra, mas eu tenho certeza de que, alguns de vocês, quando era um bebezinho que apenas engatinhava ouviu sua mãe dizer: “Não pode! Não pode!” mas, a vontade de colocar o dedinho na tomada era muito mais forte do que a ordem de sua mãe. Talvez você se lembre de quando a sua mãe claramente lhe proibia de alguma coisa, mais a curiosidade em relação aquela situação aumentava e mais era a vontade de desobedece-la.

Isso nos dá uma pequena demonstração de como somos tão estúpidos em nosso raciocínio pecaminoso. Quantas vezes Deus já lhe disse: “Não faça isso! Não vá por esse caminho! Não ande com essa pessoa! Não minta para os seus pais! Não traia a confiança de sua esposa ou de seu marido! Não deseje isto! Não se envolva com esse tipo de negócio! ” Mas, quanto mais somos avisados, mais nos envolvemos com o desejo de simplesmente desobedecer a lei de Deus.

Desde pequenos eles sabem que não podem quebrar o oitavo mandamento (“não furtaras”) em apenas ouvir; “devolva o brinquedo do seu coleguinha, ele não é seu!” Até mesmo quando ela aprende as expressões; “ De quem é esta caneta? Coloque no lugar onde você achou! Não cole na prova! Não mexa na carteira de seu pai! Não mexa nas gavetas e na cômoda de sua irmã! Se pegar emprestado devolva! Extorsão e corrupção passiva é crime! ” 

Desde pequeninos já sabíamos o que era o sexto mandamento quando ouvíamos: “não pode beliscar ou morder o coleguinha!” ou quando ouvíamos: “não se envolva em brigas! Quando crescem descobrem as palavras: “homicídio, assassinato, latrocínio.”

Quantos de nós nos vimos enrascados em situações desse tipo. E quanto mais grave era a desobediência, mais tínhamos temor e medo do que poderia nos acontecer. O temor o medo são o claro medidor de nossa compreensão e entendimento das leis que nos é revelada. Por isso não apenas o medo, mas também a gravidade e as devidas penalidades aumentam contra nós.

A grande questão nisto tudo é que, mesmo que a lei aparece como um instrumento de repressão e censura de toda corrupção e depravação humana, ainda assim, na mesma intensidade o pecado é mais e mais estimulado em nós. Quanto mais consciência se tem da condenação por causa de nossa desobediência, mais próximo da morte nos encontramos.

Por isso, por mais que você se esforce a obediência aos seus pais, autoridade, por mais que você procure ser cuidadoso com a sua vida religiosa isto não pode te livrar da culpa e da condenação à morte. Lembre-se, a lei é instrumento de acusação e imposição e não de salvação!  

A graça se plenificou permanentemente sobre o pecado.

Agora, POR QUE A LEI SE TORNA OBJETO DE COMPARAÇÃO EM RELAÇÃO A CRISTO? Está a é a pergunta que nos leva ao restante do versículo 20 e ao verso 21. Mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.

Para que sejamos objetivos nesta segunda parte, Paulo nos mostra que a lei não apenas nos revela a intensidade com que estamos envolvidos com os nossos pecados o quanto somos indesculpáveis diante de Deus, mas, ela também nos revela Cristo como a nossa única opção de salvação.
Para que nos fosse mais nítido a compreensão da graça de Deus foi necessária que a lei nos revelasse com mais clareza o quão destrutivo são os nossos pecados. Por isso, Paulo usou a expressão; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça.  

Mais uma vez nos é revelado aqui a comparação entre a quantidade e a extensão do legado de Adão em relação a qualidade e a eficácia da expiação de Cristo a nosso favor. Aqui devemos mais uma vez perguntar: QUEM TEM MAIS PODER? A LEI OU CRISTO? Quem é superior? Os efeitos da lei ou a graça por meio de Cristo Jesus?

A resposta está muito clara aqui no verso 20: onde abundou o pecado, ou seja, observe a forma como Paulo diz esta frase. “onde” dá ideia de extensão. Não há um lugar em que o pecado não tenha provocado a destruição e a morte. Veja também a expressão “abundou”, ou seja, “aumentou”, “agravou”, ou, podemos também dizer “dominou” (no grego é pleonazo – que dá origem ao termo pleonasmo – aquilo que é reforçado ou dito repetidas vezes com termos diferentes: ele via tudo com os seus próprios olhos).

Na sequência nos vem a outra parte do verso 20: “superabundou a graça”, ou seja, e se me permitem a colocação aqui; “superalimentou”, “se sobrepôs”. Se a lei impôs com toda sua força o pecado seja no seu entendimento como em suas consequências, a graça superou em força e poder o domínio do pecado sobre nós. A graça tem incomparavelmente mais força e poder do que o pecado.

Veja bem a minha colocação aqui. A graça não anulou a lei. O texto nos é bem claro quando diz: onde abundou O PECADO, superabundou A GRAÇA. A graça de Deus atua não com efeito e poder temporário, mas, é permanente. A graça é eterna, ao contrário do pecado que, apesar de estender seu domínio sobre todo o mundo, terá o seu fim no devido tempo.  

É aqui que podemos verificar e constatar que pela expiação de Cristo a graça nos alcança com imensurável poder em expurgar de nossa mente toda a mentalidade pecaminosa que nos escravizava antes da nossa conversão.

Quem pode mudar os nossos pensamentos? Quem pode alterar a nossa maneira de ver a condição humana em que nos encontramos? Quem pode dobrar a servis do homem e faze-lo se curvar diante de Cristo e se render a Ele como seu Salvador e, com profunda tristeza e humildade confessar todos os seus pecados e suplicar pela remissão de sua alma?

Quem pode nos fazer ouvir a repreensão e a exortação em situações de perigos? Quem pode nos dar entendimento e discernimento para enxergar o mal que nos espreita em diversas situações e assim fugir da aparência dela? Quem nos faz ter profundo temor de desobedecer a lei de Deus e amar não a lei em si mesma, mas, amar o autor e consumador desta Lei?

Quem nos faz ver a Lei de Deus como proteção, benefício e bem estar para a nossa vida, família e sociedade? Quem nos faz enxergar a redenção de nossa alma além dos preceitos da lei? A resposta está no verso 21: a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém!


Continuaremos no próximo sermão a analise do verso 21. 

Sermão pregado no dia 28 de fevereiro de 2016
No culto vespertino 

A SUPERIORIDADE DE CRISTO EM RELAÇÃO AO JUÍZO E A MORTE. Exposição de Romanos 5: 18-19

No sermão anterior verificamos dos versos 15 a 17 a superioridade de Cristo em favor dos eleitos em relação ao legado de Adão sobre toda a raça humana. As palavras que estavam em contraste e análise aqui eram “ofensa” e “graça. ”

            Sendo assim, o que Paulo nos mostra aqui é a superioridade e a eficácia da graça sobre o pecado de Adão como de todos os pecados dos eleitos cometidos contra Deus. A graça, por meio de Cristo anulou o domínio e os efeitos da morte sobre o seu povo.

            Portanto, o raciocínio de Paulo segue na mesma perspectiva nos versos 18 e 19. Ele ainda continua a sua comparação entre as duas pessoas mais importantes da história da humanidade.

Seu objetivo é mostrar que o legado de Adão mesmo que tendo efeito terrível sobre a humanidade, ainda assim, Cristo pela sua expiação concedeu aos eleitos o livramento de todos os efeitos do pecado, da ofensa, da morte e do juízo sobre todos nós.

Agora vamos verificar o que Paulo nos revela sobre a superioridade de Cristo em relação as obras e o legado de Adão a partir do versículo 18 e finalizando no 19. Veja o que ele nos diz:

Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos

            Observe inicialmente as palavras que se encontram em contraste agora nestes dois versículos. No verso 18 você tem o contraste entre a palavra “juízo” e “graça”. A palavra “ofensa” com a expressão “ato de justiça” E, a palavra “condenação” com a expressão “justificação que dá a vida”.
            Mais uma vez, como se pode também verificar nos versículos 15 a 17 temos a graça sendo contrastada aqui com os efeitos das obras de Adão sobre a raça humana. Veja que mais uma vez, Paulo enfatiza no verso 18 que todos os homens receberam o juízo para a condenação.

            Que se esclareça mais uma vez que aqui existe também o contraste da quantidade e da qualidade dos efeitos de cada uma das duas obras. Seja a de Adão como a de Cristo. A obra de Adão, o pecado, produziu a ofensa que por sua vez o levou ao juízo de Deus para a condenação de todos os homens. Veja o efeito numérico da ofensa de Adão. Todos os seres humanos receberam o juízo.

            Não preciso me deter a este ponto porque o já fizemos quando estudamos todo o capitulo dois e o capitulo 3 desta epistola. Mas, para que você apenas rememore aqui, lembre-se do que Paulo disse:
Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer (Romanos 3: 9-12).”

Todos os homens de todas as tribos e povos, todos eles que estão divididos apenas em dois grupos universais – judeus e gentios, todos eles estão sob o juízo de Deus por causa de suas ofensas. Sendo assim, qual motivo eles teriam para serem salvos?

Tanto o gentio como o judeu possuem perspectivas, ou ideias diferentes sobre a necessidade de salvação. De modo geral, há gentios (quero dizer aqui os pagãos), que a remissão de sua alma é conquistada por meio de sua devoção aos seus deuses. Há aqueles pagãos que preferem acreditar na ideia de não necessitarem de redenção.

De alguma forma, os ateus modernos pensam assim. Ou alguns deles preferem pensar que se há alguma necessidade de redenção (por vias de regra, eles não acreditam na necessidade de redenção) ela é concedida pelo esforço de suas próprias conquistas e moralidade nata.

Pense agora no judeu, os religiosos. Eles por advirem de uma religião que outrora tinha a sua validade, também distorcem a necessidade de sua redenção. Confiavam cegamente na ideia de serem salvos por serem judeus, por terem a lei de Moises e por causa de sua religião (por meio da circuncisão) Pelo fato de serem judeus? Por causa da lei? Ou, por causa da circuncisão, sua religião e os seus ritos? Já vimos a resposta que Paulo nos dá sobre este ponto no capitulo 2.

Portanto quando Paulo diz que “veio o juízo sobre TODOS”, em outras palavras, o que você acha que pode lhe dar redenção?  O fato de ser judeu, ou de ser gentio (já que ambos se gabam de sua nacionalidade, de usa intelectualidade, cultura, estilo de vida, história, etc)? Como poderiam ostentar tal superioridade racial ou étnica? Seria isto evidência de que são livres do pecado e do juízo de Deus?

Cristo, não é desta estirpe, desta humanidade decaída e desgastada pelo pecado. Mas, mesmo não se contaminando, ou, nem mesmo se tornando em sua natureza igual a dos gentios e a dos judeus (serem pecadores de nascença), Ele se fez um de nós para conceder a “todos” (aqueles que são eleitos como pode ser identificado no verso 18) a redenção de nossos pecados. E esta é uma das características que torna válido a obra redentora de Cristo por nós.

Mas, em que sentido nestes versículos Cristo é superior a Adão? Retomemos aqui a nossa atenção aos efeitos da ofensa que provocou o juízo de Deus sobre todos, contudo, mais uma vez a graça tem muito mais efeito do que o juízo provocado pela ofensa.

A graça nos foi comunicada como um poder superior ao pecado e ao juízo por ser a obra de Cristo um ATO DE JUSTIÇA. Vamos nos deter um pouco sobre este ponto. O que Cristo fez por nós na cruz, ou seja, todo o seu sofrimento aqui na terra e no percurso do seu ministério, sua morte e a ira de Deus sobre ele é o que valida os efeitos da graça a nosso favor.

É extremamente importante o que Paulo fala aqui. A precisão com que ele usou esta colocação, esta única expressão faz toda diferença em todo este capitulo; UM SÓ ATO DE JUSTIÇA. Isto significa algumas coisas importantes aqui sobre a nossa salvação.

A superioridade de Cristo está na validade de seu sacrifício. O que quero dizer é que toda a sua vida, ministério como ato sacrificial só tem a sua total validade no momento em que ele voluntariamente se entrega a morte de cruz. Eu pergunto a você, o que poderia ser maior do que todas as nossas obras malignas para nos conceder a redenção de nossos pecados?

Se todos estão condenados e nenhum de seus atos tem algum valor sacrificial para salvar ao menos a si mesmo, temos alguma saída? Há salvação para nós? Paulo nos revela Cristo como aquele que recebeu a justiça divina para transferir de nós à si mesmo todos os nossos pecados como todos os efeitos deles.

Era necessário que Cristo, o único habilitado para tal expiação, recebesse todo o peso e a intensidade desta justiça punitiva para abrandar todos os efeitos punitivos de nossos pecados. E, a nós, esta justiça é revertida em redenção e perdão. Por isso a expressão – “por um só ato de justiça. ”

Eu pergunto a você, do que adiantaria, Jesus ter nascido em uma estrebaria, passar por todas as humilhações, constrangimentos, suportar os efeitos do pecado daqueles que lhes cercavam, ter de suportar as dores, os sofrimentos, as tentações, mesmo que não tivesse pecado algum, mas, de tudo isto não se submeter ao ponto central de toda a sua obra redentora que era sofrer a morte e a punição de todos os nossos pecados?

Se ele não tivesse passado por esse processo expiatório (de sacrifício e morte) não haveria justificação. Se é que podemos assim dizer, sua obra redentora estaria incompleta, e, por implicação, não teria validade alguma.    

            O requisito a ser cumprido nos é revelado aqui nesta expressão; UM SÓ ATO DE JUSTIÇA. Ele deveria passar por todo este processo de humilhação por completo. Se ele não cumprisse todos estes requisitos seria como o primeiro Adão, um representante falível. Aliás, seria mais um representante falível.

            Me chama a atenção o que nos diz a pergunta 27 do Breve Catecismo. Veja o que ela nos ensina sobre este ponto. Em que constituiu a humilhação de Cristo? Resposta: Constituiu em (1) ele nascer de condição baixa, (2) feito sujeito a lei, (3) em sofrer as misérias desta vida, (4) a ira de Deus e a amaldiçoada morte na cruz,(5) em ser sepultado e debaixo do poder da morte durante certo tempo.

            Isto reflete um Filho integralmente, totalmente obediente ao seu Pai. Sua obediência é completa e sublime porque o Filho de Deus voluntariamente acatou os desígnios de seu Pai a nosso favor. Por isso dependemos totalmente de Cristo. Sem ele não podemos nos ver livres de nossos pecados contra Deus.

            Aqui nos é apresentado mais um motivo para se ter a certeza da nossa salvação e de que não a perdemos. A aplicação que Deus tem a nós em relação a esta verdade nos é muito simples, mas, de extrema importância quanto ao modo como devemos lidar com os nossos pecados.

            Por um só ato de justiça recebemos o perdão de todos os nossos pecados. Todos eles. Sendo assim, a maneira como devemos alimentar esta certeza da salvação é simplesmente, mas, verdadeiramente confessando todos estes pecados cometidos.

O verdadeiro eleito e salvo em Cristo ele todos os dias é consciente de que sempre deve contar com a misericórdia de Deus para vencer o pecado em sua vida. Mesmo que cada um de seus pecados lhe cause vergonha, tristeza, constrangimento, humilhação diante das pessoas e diante de Deus, não se cale, não tenha medo de confessar os seus pecados.

            Seja um pecado individual ou coletivo, seja um pecado íntimo do seu coração, ou, um pecado público. Seja um pecado mais grave ou simples, Seja qual for os seus pecados, apenas confesse todos eles diante de Deus. 

            Todos os nossos pecados diante de Deus por um só ato de justiça foram perdoados. Este é o sentido que nos leva a verificar a validade da obediência de Cristo como o versículo 19 nos mostra. Apenas por um só ato de obediência recebemos a benção de agora sermos declarados justificados, livres do pecado e da morte.

            Não há outra conclusão a ser tirada aqui a não ser que é uma benção quando confessamos os nossos pecados diante de Deus e por vezes, ou quando necessário diante dos homens. Você não confessa pecados para receber o perdão de Deus, mas, você os confessa todos os dias por ter certeza de todos eles já perdoados pela obra expiatória de Cristo.

            Então qual o motivo para você temer! Se Cristo é superior a todo o legado terrível de Adão, e por meio Dele recebemos a certeza de termos os nossos pecados apagados, por que você não a confessa?
            Infelizmente, por causa de nossa natureza pecaminosa, somos dominados pelo medo. O medo não é um sentimento adequado ao crente. Medo sempre deve ser tratado como um sentimento pecaminoso. Adão teve medo e se escondeu de Deus após ter desobedecido a sua lei.

            A pergunta que Deus fez a Adão, o representante da raça humana teve seu efeito redentiva: “Adão, onde estás?” O chamado que irresistivelmente atraiu Adão e sua esposa Eva a presença de Deus. O próprio Adão respondeu  - “Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.”

            Como alguém poderia ter medo de Deus só porque estava nú? Didaticamente Deus mostra que o problema do medo de Adão não era a sua nudez e sim a sua desobediência. Todo o medo que sentimos está direta ou indiretamente associado com os nossos pecados.

            É interessante o exemplo de Jacó ao saber que seu irmão, Esaú estava a caminho para encontra-lo. Você deve se lembrar o motivo que levou Jacó a fugir da casa de seu pai Isaque e se refugiar na casa de seu tio Labão – Esaú havia prometido lhe matar por ter lhe roubado a benção do primogênito.

            A reação de Jacó não foi outra senão que teve medo e se perturbou; O texto bíblico é claro em dizer que Jacó dividiu em dois bandos o povo que com ele estava, e os rebanhos, e os bois, e os camelos. Suas palavras aqui expressam o pavor na medida das consequências de seus pecados contra seu irmão. Ele sabia que a morte poderia atingir não apenas a sua vida, mas, Esaú poderia matar toda a sua família: Se vier Esaú a um bando e o ferir, o outro bando escapará.

            Eu não poderia me esquecer de Saul que depois de seu pecado e rebelião foi deposto de seu trono pelo próprio Deus. Daquele momento em diante, não houve outra reação por parte dele senão ser oprimido por espirito maligno e inevitavelmente ter medo. Aliás, o medo lhe dominava de tal forma que no desejo compulsivo de procurar a morte como seu alento, ele realmente a encontrou.

            O medo de Saul era tão grande que por seis vezes atentou contra a vida de seu próprio genro, Davi, se antecipou em várias batalhas perdendo todas elas, consultou uma feiticeira médium pensando falar com o espirito de Samuel. Mas, a todo o momento era a morte lhe cercando e o conduzindo a um encontro inevitável e trágico.

A título destes exemplos, não podemos esquecer que o medo sempre anda de mãos dadas com a morte. E por que? Por causa do pecado. Mas, o próprio apóstolo joão  é quem nos diz:

“E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele. Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo. No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro.” (1João 4: 16-19)

            Não se esqueçam das palavras do salmista: “O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O SENHOR é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?”

            Eu pergunto a vocês, o que mais poderia vencer o medo diante dos horrores que o pecado causa em nossa vida? O que mais poderia nos trazer de volta o sossego da alma e a paz de espirito em vez de sentir pavor dos perigos que nos rodeiam? O que mais poderia nos tirar o medo da morte e do juízo que nossas ofensas provocaram a ira de Deus?

Aliás se tem algo realmente que você deve ter medo é de Deus por ter lhe ofendido com os seus pecados. E por isso mesmo Adão legitimamente teve medo. Não porque estava nú, mas a vergonha de sua nudez era a constatação clara de seu pecado contra Deus. E, ele realmente teve medo de Deus.

Mas, eu volto a pergunta de nossa aplicação. O que pode vencer todo o medo provocado pelas nossas transgressões? Somente Cristo! Cristo é superior aos efeitos de nossas ofensas contra Deus. Cristo nos cobre com o seu sangue derramado na cruz para aplacar a ira de Deus contra nós.

Por um só ato de justiça, Cristo nos traz de volta a paz que recebemos como comprovação clara de nossa reconciliação com Deus (Romanos 5: 1). Então eu lhe pergunto novamente. Se você foi justificado recebendo a fé em Cristo Jesus e agora sabendo mais uma vez que todos os nossos pecados foram perdoados na morte de Cristo, POR QUE VOCÊ TEM MEDO?

Você realmente ama a Cristo? Se você o ama, então não há motivo para ter medo de confessar os seus pecados e viver em conformidade com a vontade de Deus. Amém!

            

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O LUGAR DA PREGAÇÃO NA IGREJA

A pergunta chave ainda a ser feita dentro de todo o contexto deste capitulo é: POR QUE DEVO LEVAR A SÉRIO A PREGAÇÃO? Já vimos no versículo 1, Primeiro, a necessidade da pregação da Palavra para a Igreja, e, em segundo lugar, a seriedade e o risco que esta atividade nos envolve. Portanto, seguiremos a analise agora do versículo 2.

            O que nos é proposto agora é sobre o lugar da pregação contidas neste versículo. Antes de tudo, nos concentramos a expressão inicial aqui do versículo: “pregue a Palavra”.

            A palavra “pregue” indica uma atividade que não é comum em relação as outras do seu ramo. Bom, a expressão “pregação” por vezes pode se confundir com a ideia de aula, preleção e palestra, etc. Mas, não é o caso aqui. O que Paulo está claramente dizendo é: anuncie ortodoxamente e solenemente o evangelho.

            Trata-se de anunciar formalmente ou solenemente do o conteúdo da Escritura, seja Antigo e Novo Testamentos. Realmente esta não é um método qualquer. Mas, é um serviço (de onde vem a palavra “liturgia”). Trata-se de um escravo de toda confiança do seu Senhor para servir-lhe a mesa aos todos os seus filhos. E, deve ser, mas uma vez insisto, de total confiança de seu Senhor. Não pode ser qualquer escravo porque em vez de alimentar pessoas, pode envenená-las e mata-las.

            Mas, ainda, o sentido original da palavra “pregar” nos aponta para um outro aspecto que completa o raciocínio e a natureza da pregação. No grego, a palavra pronunciada é “kerusso” que significa; “anunciar publicamente”. Basicamente a pregação não é uma atividade individual, particular, dirigida apenas a uma pessoa informalmente. Por vezes esta atividade pode ser confundida com a evangelização.

            Contudo veja que não é o caso aqui. Ao usar esta palavra, Paulo está sendo claro quanto ao que vem a ser a pregação. É anunciar publicamente e solenemente todo o evangelho. Aqui já podemos ter ciência do lugar em que a pregação deve estar na vida da Igreja. Se ela é um serviço realizado de maneira ortodoxa (ritualmente aplicada a cada domingo) e se é proferida publicamente, não á outra coisa a dizer senão que, a pregação deve ter o seu lugar de proeminência (de destaque) apenas no culto solene.

            E mais, se é um serviço litúrgico, solene e público pessoas habilitadas para isto é quem deve com temor e a devida responsabilidade assumir a condução desta atividade. Não é qualquer pessoa que deve ou pode subir no púlpito e anunciar autoritariamente a Escritura. Somente homens ordenados para tal função são os responsáveis para a pregação.

            A pregação é ou deve ser considerada a atividade cúltica mais importante na adoração a Deus. Ela tem o seu lugar de destaque é há uma razão plausível para isto. Se a pregação consiste em expor (explicar, aplicar e exortar) toda a Escritura, e neste caso, trata-se da revelação de Deus a nós, e se, a pregação é o próprio Deus falando por meio da Escritura com todos os presentes no culto solene, então, como não poderia ser a parte mais importante do culto?

            Se a própria Escritura no diz que o meio pelo qual a salvação é comunicada aos eleitos do Senhor é a pregação, por qual razão não deveríamos considerar a pregação importante? Se este é o momento em que todos nós nos aquietamos para ouvir a voz de Deus, por que não deveria ter a pregação como a parte principal do culto?

Eu pergunto: O QUE PODERIA SER MAIS IMPORTANTE QUE A PREGAÇÃO? A música? A oração pública? Estas atividades não têm nenhum efeito se em nosso coração não houver a disposição em ouvir a voz de Deus. Se oramos e cantamos no culto solene não é para outra coisa senão que sejamos envolvidos com a voz de Deus no momento da pregação.

Mas também pergunto, em quais momentos deve haver a pregação da Palavra? A resposta é simples. Todas as vezes que for convocado culto solene. Aliás, o culto só tem o seu efeito espiritual se houver a pregação da Palavra. Sem a pregação, o culto está incompleto, ou, em vários casos não é válido, ou não é aceitável a Deus.

Agora, atente-se para um detalhe aqui no versículo 2 quando ele diz: “prega a Palavra, insta, quer oportuna ou não.” As palavras de Paulo à Timóteo parecem dizer que a pregação é uma atividade que pode ser realizada fora da adoração pública. Ou seja, além da pregação como uma atividade regular no culto, muitos tem interpretado este versículo como se a pregação fosse uma oportunidade para evangelizar as pessoas individualmente.

ERRADO! Não é este aqui o sentido aplicado no versículo 2. Paulo não está indiciando que a pregação fosse realizada na informalidade como se faz ao evangelizar. Lembre-se do que eu disse no início deste sermão. Não confunda pregar com evangelizar. São duas atividades, mesmo que comuniquem o evangelho a pessoas, são distintas entre si.

Contudo, o que Paulo está dizendo é insta, quer seja oportuno ou não, em outras palavras é como se ele dissesse: esteja sempre preparado seja a tempo ou fora do tempo. Esteja preparado Timóteo, porque todas as vezes que você pregar muitos vão ouvir, mas muitos também não vão gostar do que estão ouvindo. Esteja preparado caro Timóteo, porque nem tudo o que você disser seus ouvintes vão gostar.

Para ser mais preciso, o versículo 2 está ligado aos versículos 3 e 4 que nos diz: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. ”

Ainda me faz lembrar do contexto, o capitulo 3 quando no versículo 1, Paulo havia exortado Timóteo a suportar as perseguições per causa do evangelho. Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis. ”

Em resumo, estes dias difíceis mencionados por Paulo à Timóteo serão aqueles em que a frieza espiritual tomará conta da Igreja de Deus de tal forma que veementemente irão rejeitar a pregação da Palavra. No tempo de Timóteo apesar das dificuldades que Timóteo enfrentava e da perseguição severa a Igreja, Paulo deixa claro que estes dias escatologicamente ainda não eram tempos difíceis.

Quanto mais se aproxima a volta de Cristo, mais os dias se tornam difíceis, tenebrosos, dias perigosos de se viver e falar alguma coisa. A cada dia que torna breve a volta de Cristo, mais os dias vão se tornando inoportunos a pregação da Palavra. Quanto mais se aproxima a volta de Cristo, menos as pessoas querem ouvir a pregação da Palavra.

A questão a ser aplicada neste ponto é a necessidade de nós pastores e presbíteros sermos firmes em nossas convicções à Palavra e a necessidade dela ser regularmente pregada em nossos cultos. Este é o sentido de a tempo, ou fora do tempo.

Mesmo que os membros de nossas igrejas locais a cada dia que passa não se interessem mais pela pregação da Palavra, mesmo assim, continue a pregar com intrepidez a Palavra. Mesmo que haja desinteresse, mesmo que haja bocejos, mesmo que cochilem, mesmo que seus pensamentos devaneiam em outras coisas que não seja a Palavra de Deus, pregue a Palavra.

Mesmo que a sua pregação seja alvo de zombaria ou motivo de chacota, mesmo que você seja censurado, mesmo que a exposição fiel da Escritura lhe cause transtorno a sua vida pessoal, familiar e financeira, mesmo que você seja demitido da igreja em que você é pregador, pregue a Palavra.

Mas, a aplicação que trago aos que são ouvintes é muito simples. Você consegue fazer uma leitura correta do que está acontecendo em nossa volta. Você tem acompanhado a realidade das igrejas e denominações ao nosso redor? Por que muitas delas estão cheias de pessoas? Por que estão lotadas? Por que simplesmente estão indiferentes com a pregação fiel do evangelho.

Tudo começa com a sua disposição diária e semanal para ouvir a voz de Deus no dia do Senhor. Se em seu coração não há interesse para ouvir a pregação, então qual é o motivo pelo qual você vem ao culto no domingo? Se não há em seu coração a expectativa sincera e pujante de ouvir a voz de Deus pela exposição da Palavra, eu te pergunto: POR QUE ENTÃO VIR A IGREJA NO DIA DO SENHOR? Não seria melhor você ficar em casa?

Se a pregação é monótona, não lhe seria melhor assistir um programa de televisão ou ir ao cinema? Se a pregação lhe causa sono ou te faz cochilar, não seria melhor dormir mais e só acordar mais tarde, afinal, domingo é o único dia que você tem para isto. Se a pregação lhe causa tanto incômodo e te deixa muitas vezes irritado com a exortação anunciada, não seria melhor ler um livro de autoajuda ou passar o dia em um psicoterapeuta para massagear o seu ego?     

Mas ainda eu te pergunto, o que seria melhor? O que realmente seria proveitoso a sua vida? O que realmente seria o remédio para tratar suas feridas da alma? O que realmente seria melhor para tratar os seus sentimentos e pensamentos pecaminosos já alimentados no decorrer da semana? O entretenimento, a diversão, o lazer, ou, a pregação da Palavra no dia do Senhor? 

Amém!